segunda-feira, 13 de julho de 2026
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7 tendências que devem marcar os games em 2026

Com a maioria da população jogando, ano tende a consolidar experiências mais sociais, avanço de IA, acesso via nuvem e novas formas de imersão

Vitória News 09/02/2026 09:08
7 tendências que devem marcar os games em 2026
Imagem: VN

O universo dos games deve seguir em expansão em 2026, impulsionado por tecnologias imersivas, experiências sociais e pela busca por jogos mais acessíveis e conectados ao dia a dia. O crescimento não se limita aos e-sports e é cada vez mais puxado pelo público geral, que alterna entre plataformas e valoriza narrativas envolventes e interação online.

De acordo com a Pesquisa Game Brasil 2025, 88,8% dos entrevistados apontam os games como uma de suas principais atividades de lazer, e 82,8% da população brasileira joga. Nesse cenário, avanços tecnológicos, a força do mobile e o fortalecimento de comunidades digitais ampliam o perfil de jogadores e reforçam o setor como um dos pilares do entretenimento.

Para o especialista em esportes eletrônicos e COO do Team Solid, Victor Hugo Cebratelli, essa transformação está ligada ao papel social dos jogos. “Os games deixaram de ser apenas uma válvula de escape. São espaços de convivência, aprendizado e conexão. O público busca experiências que façam sentido no dia a dia, seja para relaxar, competir ou socializar”, afirma. “Nem todo jogador quer ser profissional. Mas quase todos encontram algum jogo que combina com seu estilo de vida, e é essa amplitude que explica o crescimento contínuo do setor”, complementa.

Entre as tendências citadas para 2026, uma das principais é a consolidação de jogos como ambientes sociais e culturais, com eventos dentro das próprias plataformas, como shows, encontros e competições, em títulos que já funcionam como “praças virtuais”. A diversidade também aparece como motor de novas narrativas, com estúdios investindo em personagens e histórias mais plurais, além do crescimento de jogos com temas educativos e sociais.

A inteligência artificial tende a ganhar mais espaço nos bastidores e na experiência do jogador, com promessa de narrativas mais dinâmicas e sistemas que se adaptam ao estilo de jogo. Um levantamento citado no texto, da Google Cloud em parceria com a The Harris Poll, aponta que 90% dos desenvolvedores já utilizam IA em processos criativos, o que pode acelerar mudanças em diálogos, missões e comportamento de personagens.

Outra frente é a expansão dos jogos em nuvem, favorecida por redes mais estáveis, reduzindo a dependência de consoles caros e ampliando o acesso por assinaturas. Além disso, cresce a entrada de marcas de setores fora do universo gamer em experiências dentro de jogos, especialmente em ambientes com forte componente social. Nesse caso, Cebratelli destaca a importância de alinhamento cultural: “Quando a marca entende a cultura gamer e agrega valor, o público reconhece e responde positivamente”.

O papel de influenciadores e streamers segue como peça central para lançamentos e tendências, com transmissões que impactam audiência e consumo. Fechando a lista, a realidade estendida continua em evolução, com VR, AR e formatos híbridos ganhando tração à medida que dispositivos ficam mais leves e acessíveis, ampliando experiências que misturam mundo físico e digital.

A leitura para 2026 é de um setor mais conectado, com acesso ampliado, novas linguagens e maior peso cultural, em que os jogos deixam de ser apenas entretenimento e passam a ocupar espaço relevante como ambiente de convivência, criação e negócios.

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